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Terapias Naturais e Holismo

Da Centelha Ao Mineral, Para A Autoconciência

Objetivo da Encarnação do Eu

“Alma, Eu Superior, Atman, Ishvara, Genius, Anjo Solar, Ego Superior, Eu Sou, Mônada, Grande Homem – Qualquer que seja o nome dado a esse aspecto do homem, ele pretende indicar um eu mais profundo e real do ser humano, dotado de características divinas e elevadas, superiores às que o homem vivencia habitualmente no seu  cotidiano. É exatamente para distingui-lo desse eu superficial que tanto os orientais quanto muitas escolas espirituais do Ocidente preferiram chama-lo de “Eu”, termo que indica um estado de consciência que , conquanto individual, transcende os limites da personalidade egoísta e separativa.

O Eu, portanto, é o Verdadeiro eu do homem, o seu Ser real, emanado do próprio Absoluto, e por isso é uma centelha divina que conserva no nível microcósmico todas as propriedades e atributos do macrocosmo.

Para compreender bem isso, devemos remontar ao momento da manifestação, quando o Absoluto, saindo do seu estado de “pralaya” (repouso, imobilidade, silêncio…) faz emanar de Si o universo e cria as miríades de “centelhas”, também chamadas “mônadas”, que, no futuro, serão seres humanos conscientes e individualizados. “Eu me multiplicarei e renascerei” (reza o Chanda Upanishad). Essas palavras significam justamente que não há separação entre o uno e os muitos, entre Deus e a infinita variedade e multiplicidade de seres e formas.

A energia divina criadora emanada do Absoluto cria em seu movimento de expansão descendente (involução) os 0aaa1diversos plano da manifestação, cada vez mais densos e pesados, até chegar à matéria física, e depois, remontando o arco ascendente (evolução), forma os diversos reinos da natureza: mineral, vegetal, animal e humano.

Quando o reino humano emerge, entretanto ocorre algo de novo, um maravilhoso e importante evento, a formação de uma entidade individualizada e autoconsciente.

A centelha divina encontrou enfim o seu instrumento de expressão, a forma adequada à qual se unirá pra revelar através dela suas energias, faculdades e potencialidades divinas, e realizar o seu propósito.

Todo o longo caminho através dos outros reinos na natureza, a proliferação de miríades de formas, parece culminar na forma humana, a última (pelo menos até hoje) produzida pelo esforço evolutivo da matéria. E, de fato, não surgiram outras formas depois do homem.

Todavia, a evolução não parou.  A evolução continua. Às ocultas, secretamente, algo continua a mover-se, a crescer, a evoluir, não mais, porém, no plano material, no plano exterior, e sim no plano da consciência.

Doravante, a evolução do reino humano estará marcada pelo desenvolvimento da consciência, uma vez que a centelha divina, o Eu, encarnou.

(…)

O nível evolutivo representado pelo reino humano tem, portanto, um significdo profundo e central no grande esquema cósmico da evolução, visto que está marcado por um evendo de valor fundamental: a passagem da Alma grupal do reino animal para a alma individual.”

O Eu e Seus Mecanismos de Expressão. (Angela Maria La Sala Batá).

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Informação

Publicado em 11/16/2015 por em Consciência Holística.
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